Três reuniões para gestão do seu negócio

“Estratégia é criar ajuste entre as atividades de uma empresa. O sucesso de uma estratégia depende de fazer bem várias coisas – e não apenas algumas – e da integração entre elas”. Michael Porter Existem vários tipos de reuniões de fechamento mensal que as empresas fazem para acompanhar seu negócio, três reuniões são muito comuns na maior parte das organizações, as reuniões de resultados financeiros, as reuniões de indicadores dos gestores e as reuniões de acompanhamento da estratégia. A primeira costumo chamar de Reunião de Acompanhamento Financeiro (RAF), elas também são chamadas de reunião de resultados e são muito comuns no mercado, em especial nas reuniões de conselho administrativo já que o conselho representa os interesses dos acionistas que naturalmente esperam um retorno positivo para seu investimento no negócio. Geralmente nestas reuniões são analisados os balanços contábeis (DRE, Balanço Patrimonial, Fluxo de Caixa), os indicadores financeiros (rentabilidade, liquidez, giro, etc) e o orçamento empresarial (OPEX e CAPEX), principalmente se houve algum desvio entre previsto e realizado nas linhas do planejamento orçamentário. Verifica-se os resultados econômicos e financeiros e se alguma decisão ou plano de ação serão necessários para melhorar esses resultados. São reuniões muito importantes para acompanhar o resultado final dos negócios, ou seja, o lucro e a rentabilidade das organizações. A segunda costumo chamar de Reunião de Acompanhamento da Gestão (RAG) ou reunião de acompanhamento dos indicadores (KPIs), elas são mais comuns em empresas que possuem uma gestão mais profissionalizada pois, para que possam ser realizadas, é necessário que todos os gestores saibam claramente quais são os objetivos, indicadores e metas dos departamentos/áreas sob sua responsabilidade. Essas reuniões são ótimas para garantir que todos os gestores estão praticando o accountability, ou seja, a responsabilização por suas metas e a prestação de contas de sua performance já que terão que apresentar o desempenho de seus objetivos, metas e iniciativas mensalmente nas RAGs. Estas reuniões são mais completas que as RAFs uma vez que, além dos resultados econômicos e financeiros, são monitorados também os demais indicadores da organização, conseguindo dessa forma ter um monitoramento mais completo do negócio. A terceira costumo chamar de Reunião de Acompanhamento da Estratégia (RAE), elas são mais raras no mercado pois poucas organizações possuem um alto nível de maturidade em suas práticas de gestão da estratégia. As RAEs são as reuniões mais completas que uma organização pode ter, elas possuem todos os elementos das RAFs e das RAGs com um diferencial muito importante, os indicadores de resultado econômico e financeiro são vinculados aos demais indicadores da empresa em uma relação de causa e efeito que demonstra claramente como eles são importantes juntos para o atingimento da alta performance estratégica do negócio. Nestas reuniões também é feito o acompanhamento dos projetos e iniciativas estratégicas para saber se estão em dia e se estão dando o resultado estratégico esperado. A RAE além de ser mais completa, é o único tipo de reunião em que se tem uma visão macro e estratégica da organização, nela é possível ver o passado (resultados financeiros) mas também é possível vislumbrar a tendência do futuro do negócio, quando analiso a relação de causa e efeito dos resultados financeiros com a satisfação dos clientes, a eficiência dos processos/tecnologia e o engajamento do pessoal, posso verificar se no futuro o negócio terá ou não bons resultados para os acionistas. Por exemplo, se os clientes estão insatisfeitos provavelmente terei uma queda na receita já que eles deixarão de consumir os produtos/serviços da empresa e também irão falar mal e não indicarão o negócio. Caso a empresa se encontre nos estágios iniciais das práticas de gestão, pode ser interessante começar com as RAFs para se ter uma visão clara dos resultados financeiros, sem essa visão a empresa pode quebrar bem rápido. Tendo uma RAF madura as organizações podem evoluir para as RAGs e ampliar seu campo de visão através de indicadores e metas das outras áreas do negócio (marketing, comercial, operação/produção, RH, TI, etc). Se o negócio já atingiu um bom nível de maturidade nas práticas de gestão, pode ser interessante buscar a “faixa preta” e partir para implantar e amadurecer o monitoramento e gestão da estratégia através das RAEs. As estratégias das organizações são amplas, abrangentes e profundas, elas lidam com o porque, o que e o como em todas as áreas e de uma forma sistêmica e integrada nas organizações, por isso, para se acompanhar a estratégia de forma eficaz, é necessário um tipo mais avançado e maduro de reunião, as RAEs atendem esse requisito, sendo uma prática fundamental para empresas que buscam monitorar, aprender e melhorar continuamente para alcançar uma alta performance estratégica. 07
Lições de gestão da “Corrida mais difícil do mundo”

“It’s very easy to get lured into the fact that it’s a race and forget that it’s actually an expedition”. Nathan Fa’avae Recentemente o serviço de streaming da Amazon (Prime Video) lançou uma produção própria sobre corridas de aventura, uma obra prima que chamaram de “World’s Toughest Race”, uma nova edição do Eco Challenge gravada nas ilhas Fiji com 66 times de todo o mundo, os times são compostos de 4 membros sendo obrigatório ao menos uma mulher para compor o time. Trata-se mais de uma expedição cruzando toda a ilha do que propriamente um corrida, como diz um dos participantes. Os times devem percorrer 671 quilômetros de montanhas, selvas, rios, oceano e pântanos em um prazo máximo de 11 dias, tudo isso através de modalidades como remo, corrida, nado, bicicleta, escalada, entre outros. A produção é sensacional, a corrida por si só já seria uma inspiração, mas ao somar com as incríveis histórias dos participantes, tem-se realmente um épico cheio de emoção e muitas lições a serem aprendidas e compartilhadas. Como um estudioso de gestão, me deparei com um prato cheio de inúmeras lições sobre princípios e práticas de gestão, liderança e trabalho em equipe, resolvi então escrever esse texto para enumerar algumas delas. Planejamento: A série toda é produzida de modo espetacular, certamente para se preparar algo dessa magnitude é necessário um gigantesco planejamento, desde os 671 quilômetros que deverão ser percorridos a todos os incontáveis detalhes como equipe, equipamentos, alimentação, logística, acampamentos, comunicação, etc. Além do planejamento da equipe de produção, é possível verificar o quanto o planejamento é fundamental para os times que estão participando da corrida, desde o enorme planejamento somente para se chegar em Fiji com todo o equipamento e preparo físico e mental em dia, até o planejamento de cada etapa da corrida, cada time precisava se esforçar bastante para definir as melhores estratégias em cada acampamento para obter o melhor desempenho possível em cada etapa da prova. Organização: Tanto a equipe de produção quanto os times que estavam concorrendo fizeram um trabalho muito bem elaborado de organização, cada pessoa sabia claramente quais eram suas funções e seus objetivos, pessoas de todo o mundo, com perfis diferentes, conseguiram se organizar e se reorganizar continuamente para atender todas as metas estabelecidas, sejam de produção ou da própria competição. Liderança: O trabalho dos líderes foi formidável, uma coordenação extremamente coesa de inúmeras pessoas ao longo de um trajeto gigante, em determinado momento da prova os times estavam espalhados por toda a ilha em meio a uma tempestade tropical, ainda assim foi possível verificar que a liderança agiu de forma a garantir a segurança de todos os envolvidos ao mesmo tempo que buscava uma solução viável para não cancelar a prova. Todos os times definem um capitão que assume a liderança do time se tornando o responsável pelas decisões mais difíceis, embora cada time tenha um líder, é possível notar que elas funcionam mais como times de alta performance em que há uma revezamento da liderança entre os membros, e me parece que todos estão preparados para assumir a liderança sempre que necessário para manter os times performando em seu mais alto desempenho. Execução: O trabalho em equipe é outro ponto formidável, o ambiente é totalmente hostil e situações inesperadas ocorrem a todo momento, apesar disso tantos as equipes de produção quanto os membros estão sempre motivados e engajados na melhor execução possível, e realmente inspiradora a resiliência de todos os envolvidos, sofrem juntos, choram juntos, discutem, debatem, brigam, e ao final de cada situação, uma mais difícil que a outra, costumam sair mais fortes das adversidades. A palavra “desistir” simplesmente parece não existir no vocabulário tanto das equipes de produção quanto dos times disputando a corrida. Controle: Outro ponto admirável é o controle, a produção teve o cuidado de criar um sistema de controle em todos os pontos da ilha, de forma que eles conseguiram monitorar em tempo real todos os times espalhados ao longo dos 671 quilômetros do trajeto mantendo-os no máximo de segurança possível, sem interferir indevidamente na competição. O controle que os times realizaram também foi fantástico, a cada acampamento eles recebiam os mapas e os objetivos da próxima etapa, rapidamente eles realizam o planejamento necessário e ao longo de todo o trajeto realizavam o controle da navegação para evitar se perder no percurso, ao mesmo tempo que controlavam todos os outros aspectos da corrida, como manutenção dos equipamentos, higiene, hidratação, alimentação entre outros. Esses são apenas alguns dos princípios de gestão que pude observar na série, com certeza as lições são incontavelmente maiores do que estas que resumi neste texto, fica então a dica de uma ótima opção de série para assistir sozinho ou com família e amigos, além de muito bem produzida, ela é realmente inspiradora em cada detalhe, as histórias são edificantes e se pudermos absorver e aplicar ao menos alguns dos princípios que transbordam da série, com certeza ganharemos muito em nossas vidas, tanto no aspecto profissional quanto no aspecto pessoal. Bula Bula! Autor: Ronaldo Guedes, Sócio-Diretor da área de Estratégia.
Gestão de Crise ou Gestão da Estratégia?

“In preparing for battle I have always found that plans are useless, but planning is indispensable”. Dwight D. Eisenhower Imagine uma viagem de navio do Brasil a Portugal, o capitão do navio estabelece claramente o objetivo, comunica a toda a tripulação o destino final e traça uma rota para chegar ao destino da forma mais rápida e segura. Com o planejamento da viagem finalizado, o navio parte rumo a seu destino, acontece que no meio da viagem surge uma forte tempestade imprevisível e inesperada, neste momento o capitão assume ativamente e de forma intensa a direção do navio, sua preocupação neste momento deixa de ser o destino final e passa a ser sobreviver a tempestade, a partir daí todas as ações são tomadas tendo em visto esse claro objetivo de curto prazo, sobreviver a forte tempestade. Felizmente o capitão é experiente e preparado e consegue habilmente conduzir o navio tomando decisões rápidas e assertivas, garantindo a sobrevivência do navio e da tripulação enquanto dura a tempestade, aos poucos a tempestade vai perdendo sua grande força inicial e após um tempo é possível enxergar os primeiros raios de sol ao longe. Neste momento o capitão do navio, já mais seguro da sobrevivência do navio, começa e preparar as ações que serão necessárias para voltar o navio para seu objetivo original e atingir seu destino previsto no início da viagem. Passada a forte tempestade, o navio segue firme e constante para Portugal. Essa breve história ilustra bem a dinâmica das organizações ao longo da história, de tempos em tempos surgem grandes crises que afetam profundamente as empresas, hoje estamos vivendo os grandes impactos sociais e econômicos da pandemia do COVID-19, no começo do ano o mundo foi duramente afetado, no Brasil os impactos maiores começaram no segundo trimestre e, passados vários meses, ainda sentimos esse impacto, contudo, acredita-se que o pior já passou, e agora, embora a tempestade ainda esteja ativa, já é possível enxergar os primeiros raios de sol. Quando a crise surge de maneira impiedosa e inesperada, as empresas mudam sua visão para o curto prazo, para a gestão do fluxo de caixa com o objetivo de garantir a sobrevivência da empresa em meio aos fortes impactos e solavancos dessa tempestade, em outras palavras, as empresas passam a conduzir uma gestão de crise. Conforme a tempestade vai perdendo força e o mercado vai se estabilizando, mesmo que em um patamar bem abaixo do pré-crise, as organizações que sobreviveram começam a também se estabilizar neste novo patamar. Quando a crise começa, as empresas entram em queda livre, com o passar do tempo e o arrefecimento da tempestade, as organizações atingem um “fundo do poço”, não estão mais em queda livre e descobrem mais ou menos até onde afundariam, a partir deste momento é possível estabilizar o negócio para retomar a visão de longo prazo e os objetivos previstos inicialmente, em outras palavras, neste momento as empresas podem voltar a conduzir uma gestão da estratégia. É fundamental que os líderes e gestores das organizações, em especial no nível estratégico (presidente/CEO e diretoria), estejam atentos e compreendam claramente o momento em que suas organizações se encontram e façam os ajustes necessários para uma gestão assertiva e eficaz de suas empresas. Se a tempestade ainda está muito forte e intensa lá fora, o melhor é fazer uma gestão de crise para garantir que o negócio não afunde em meio a tempestade. Contudo, se a tempestade perdeu força, se já é possível enxergar os primeiros raios de sol e a empresa foi estabilizada sem o perigo eminente de afundar a qualquer momento, pode ser a hora de voltar os olhos para o negócio de uma forma mais ampla e retomar a condução da empresa através da gestão da estratégia. Autor: Ronaldo Guedes, Sócio-Diretor da área de Estratégia
Grupos de Estudo, Cumbucas e Mentoria

Adoro estudar, me considero um autodidata, adoro livros novos, antigos, usados, livros ainda no plástico, o conteúdo de bons livros e grandes autores sempre foram meus melhores mentores. Já tem uns dias que alguns amigos me perguntam sobre as melhores práticas de capacitação e desenvolvimento dentro das empresas, eu particularmente gosto dos grupos de estudo, das cumbucas e da mentoria, vou falar um pouco sobre estas práticas para deixar mais claro. Grupos de estudo Grupos de estudo funcionam geralmente da seguinte forma, você convida um número razoável de pessoas (sugiro de 3 a 6), escolhe um tema, um livro ou textos escolhidos, marca uma data e horário fixo na semana ou no mês para facilitar a rotina e agenda dos membros e durante os encontros é realizado o estudo em grupo, uma pessoa pode ser escolhida para conduzir os estudos, ou os estudos podem fluir sem necessariamente uma pessoa conduzindo. Cumbuca A cumbuca funciona de maneira similar ao grupo de estudo, mas segue algumas regras específicas, por exemplo, a pessoa que irá conduzir o estudo é sorteada logo no início do encontro e se a pessoa sorteada não estiver preparada para conduzir o estudo, o encontro é desfeito e remarcado para a próxima data, essa regra serve para garantir o compromisso de todos os membros com o estudo individual do conteúdo. Mentoria A mentoria geralmente ocorre em uma relação entre o mentor que detém algum conhecimento/experiência específico e o mentorado que receberá essa instrução acerca deste conhecimento específico. Gosto de mesclar grupos de estudo, cumbucas e mentoria, costumo fazer da seguinte maneira, definimos o grupo de estudo e o tema, utilizamos as regras da cumbuca para garantir o compromisso de todos os membros e defino um mentor para acompanhar o grupo agregando conhecimento e experiência além do conteúdo estudado. Na minha experiência esse tem sido um modelo muito rico de capacitação e desenvolvimento de pessoas e equipes. O mais importante é manter viva a rotina e o ritual de capacitação, desenvolvimento e melhoria contínua, vamos juntos! Autor: Ronaldo Guedes, Sócio-Diretor da área de Estratégia.
A importância da Governança Corporativa na sua empresa!

Tomar uma decisão importante em uma empresa com vários sócios pode ser algo difícil. O conflito de ideias e interesses pode atrapalhar este processo, prejudicando a gestão. Por isso a adesão ao sistema de Governança Corporativa é uma estratégia que pode mudar o futuro do seu negócio. Aqui, no blog, já falamos sobre a importância de ter processos definidos no ambiente empresarial e como isso afeta diretamente os resultados obtidos. Se isso é importante para quem coloca a mão na massa, imagina para quem toma as decisões mais importantes. E é justamente para garantir o sucesso da empresa que utilizamos o sistema de Governança Corporativa. Os princípios básicos da Governança Corporativa Basicamente, a Governança Corporativa alinha os objetivos administrativos com o interesse dos acionistas. Isso é feito a partir da definição de um conjunto específico de práticas, sempre tendo a ética em primeiro plano. Para garantir que a ética seja respeitada nessas práticas, este sistema tem como princípios: • Transparência: garantia de que os stakeholders estejam sempre informados sobre as decisões tomadas na empresa e os processos organizacionais; • Equidade: todos os stakeholders devem ser tratados de forma igualitária, respeitando seus direitos e deveres; • Prestação de contas: a diretoria deve prestar contas de sua atuação, assumindo responsabilidade de acordo com suas ações e decisões; Responsabilidade Corporativa: garantia da viabilidade econômico-financeira da organização. Ao fazer a Governança Corporativa, esses princípios são essenciais. Eles servem para guiar as ações que vão garantir a objetividade na tomada de decisões e o consequente sucesso da empresa. Benefícios da Governança Corporativa Partindo dos princípios, já conseguimos entender que a Governança Corporativa muda e melhora a forma como uma empresa funciona. Os benefícios da adesão deste sistema não ficam apenas na gestão, eles impactam todas as áreas da empresa: • Garantia da longevidade econômica da empresa, feita de forma sustentável; • Conversão da missão, visão e valores em ações palpáveis e objetivas; • Alinhamento dos interesses de diversos stakeholders, garantindo resultados efetivos para todo mundo; • Valorização da marca, fortalecendo a imagem da empresa perante o mercado e os clientes; • Descentralização da tomada de decisões estratégicas, garantindo mais participação e diversidade de ideias. É Claro que, em algumas empresas, outros benefícios poderão surgir, variando de segmento e gestão de cada uma. Porém já conseguimos entender a importância da adesão deste sistema e como a Governança Corporativa realmente muda o cenário empresarial. Você tem algo assim na sua empresa? Se deseja entender mais e conversar sobre como aplicar a Governança Corporativa, entre em contato conosco.
Como desenhar o Mapa Estratégico da sua organização?
O Mapa Estratégico é uma ferramenta visual que ajuda sua organização a ter clareza dos objetivos e responsabilidades de cada área. Com ele, todos os colaboradores conseguem enxergar o planejamento estratégico da empresa de forma clara. Como já vimos anteriormente, o BSC (Balanced Scorecard) é uma metodologia que ajuda a melhorar o equilíbrio de uma empresa. Um dos componentes dele é o Mapa Estratégico, uma forma visual com o resumo dos principais objetivos organizacionais e a relação de influência das perspectivas. Elementos fundamentais do Mapa Estratégico Assim como o BSC, o Mapa Estratégico possui alguns elementos fundamentais para sua criação. Estes elementos ajudam a organizar o Mapa Estratégico, deixando ele mais harmônico e as informações mais claras. • Foco – o entendimento de cada área sobre as suas responsabilidades e expectativas quanto ao planejamento estratégico; • Sinergia – como todas as áreas se relacionam dentro do planejamento estratégico. As áreas entendem o impacto de seus erros e acertos na execução geral; • Controle – definição de metas e expectativas de cada área e os indicadores de performance destas metas. Um dos principais objetivos do Mapa Estratégico é mostrar como as áreas da empresa estão integradas. Ele sincroniza as 4 perspectivas determinadas pelo BSC, ilustrando também como estas áreas contribuem para o cumprimento da missão e visão da empresa. A importância de integração da empresa Financeira, Clientes, Processos Internos e Organização. Essas são as 4 perspectivas utilizadas pelo Mapa Estratégico e que englobam todas as áreas da empresa: • Financeira – são determinadas todas as fontes de receita da empresa, como as fixas e variáveis. Define ainda a estratégia financeira, projetando as possibilidades de investimento e o lucro esperado ao longo do ano. • Clientes – preocupa-se com a percepção da marca, validada pelo nível de satisfação do cliente. O relacionamento, excelência operacional e a oferta/relevância de produtos e serviços influenciam diretamente essa satisfação. • Processos Internos – mostra a responsabilidade e expectativa de cada área. Exemplifica as interações entre as áreas, deixando a gestão mais harmônica e objetiva. Aqui também são mostradas as metas definidas para cada área. • Aprendizado e Crescimento – a cultura organizacional da empresa vai de encontro direto às pessoas, mas também é referente ao capital organizacional, falando sobre processos e rotinas para a excelência. A execução do Mapa Estratégico engloba todas estas perspectivas, mas elas devem ser organizadas de uma forma visual bem específica. Ser visual para ser compreendido O visual do Mapa Estratégico faz toda a diferença na execução do foi determinado nele. Já que um dos objetivos é ele ser compreendido por qualquer pessoa da empresa. O ideal para esta ferramenta é que ela seja organizada na forma de um gráfico, mostrando as influencias entre as áreas e o caminho que deve ser seguido para se chegar ao objetivo final. Se você já tem em mente as perspectivas da sua empresa, mas precisa de consultoria para colocar tudo no papel e montar seu Mapa Estratégico, nós podemos te ajudar. Entre em contato e vamos tomar um café.
O Balanced Scorecard e o equilíbrio da minha empresa
Um dos pontos mais importantes na gestão é entender se a sua empresa está indo para o caminho certo. Mas você sabe dizer quais fatores indicam se o caminho percorrido atualmente está certo? E, principalmente, quais os resultados que serão obtidos neste caminho? Descobrir uma forma de mensurar isso, definindo indicadores de desempenho, vai dar clareza sobre a empresa e as estratégias que devem ser tomadas para o sucesso dela. Porém, esses indicadores não devem ser isolados, compreender o todo faz parte da metodologia BSC (Balanced Scorecard). Ver o todo para entender os próximos passos Definir indicadores é uma parte importante da metodologia BSC, mas ela vai além disso. Quando se analisa a estratégia de uma empresa, entender todas as áreas é algo válido, por isso o BSC define 4 perspectivas básicas em sua aplicação: • Financeira • Clientes • Processos Internos • Aprendizado e crescimento A partir destas perspectivas, o gestor consegue definir metas e os KPI’s (Key Performance Indicator) de cada área. Outro ponto importante destas perspectivas é entender como as áreas se relacionam, para que elas vivam em equilíbrio constante, já que essas perspectivas, tem uma relação de causa e efeito entre si. O Balanced Scorecard é válido para a minha empresa? Como já vimos, uma das bases do BSC é a definição de indicadores, que levam em conta as perspectivas da empresa. Após isso, deve ser feito um acompanhamento constante para garantir que os indicadores são efetivos. Alguns componentes auxiliam neste acompanhamento, são eles: • Mapa Estratégico – resumo dos principais objetivos organizacionais e a relação de influência das perspectivas; • Objetivo Estratégico – qual o resultado esperado? O que deve ser alcançado com essa estratégia; • Indicador – quais fatores servirão para medir o sucesso para alcançar o objetivo definido; • Meta – aonde quero chegar com a estratégia? • Plano de ação – ações-chave necessárias para que os objetivos sejam alcançados. Então, como um método simples de ser aplicado, o BSC é válido para qualquer empresa. Em uma empresa que está crescendo, esta metodologia poder ser a chave para que o sucesso venha ainda com mais força. Se a sua empresa já é grande, ela pode ser necessária para ajudar a te manter no topo. A Metodologia BSC ainda é compatível e pode ser alinhada com diversas práticas de gestão empresarial e de negócios, como o Business Model Canvas e Design Thinking. Ou seja, você pode aprimorar a gestão que já aplica na sua empresa a partir do BSC. O BSC é fundamentado em dados, informação e conhecimento sobre a empresa. O que ajuda na tomada de decisão e na hora de executar as estratégias definidas. Se você quer aprimorar a governança e gestão da sua empresa para atingir melhores resultados, o BSC é a melhor prática disponível no mercado, entre em contato com a gente que podemos te ajudar.
Como uma consultoria empresarial pode ajudar o seu negócio?

Você quer fazer sua empresa crescer e fortalecer os pontos positivos para ganhar competitividade no mercado. Também precisa delegar tarefas e melhorar alguns processos de gestão, mas o dia a dia faz com que muitas atividades sejam postergadas e, às vezes, a aparente falta de preparação dos colaboradores atrasa os processos. Se você reconhece esse cenário, a consultoria empresarial pode ser uma boa opção. Mas o que a consultoria pode fazer para melhorar a gestão do seu negócio? Para responder a essa e outras perguntas, é preciso primeiro entender: O que é a consultoria empresarial? Essa é uma prática que tem por objetivo analisar de maneira profunda as características e os processos organizacionais. Dessa forma, é possível identificar possíveis erros e falhas que podem acontecer e tomar ações assertivas para solucionar os problemas antes mesmo de eles efetivamente ocorrerem. A partir da análise realizada, podem ser listados os pontos fortes e fracos por meio de análises internas e levantamentos. Para isso, diversas ferramentas podem ser utilizadas. Assim, a consultoria pode ajudar a melhorar os pontos fracos, sem ficar apenas orientando e acompanhando, mas também efetivando o processo — ou seja, colocando a mão na massa junto com o cliente. Além disso, são reconhecidos os aspectos da empresa que necessitam de ações emergenciais, sendo possível priorizá-los. Por essas características, a prática da consultoria não deve ser realizada somente uma vez. Como os desafios aparecem constantemente em uma organização, o diagnóstico do consultor é válido em diversos momentos. Outra dificuldade é que a gestão costuma acreditar que os problemas estão totalmente resolvidos, se esquecendo de manter as boas práticas. Assim, os obstáculos reaparecem. Como funciona a consultoria? Existem quatro etapas que contemplam o funcionamento da consultoria. 1. Análise do perfil O consultor contratado conversará com gestores e colaboradores, entendendo como a empesa funciona e qual é seu perfil. Como os entrevistados tendem a ressaltar os pontos positivos, boa parte do trabalho do consultor será observar as pessoas sem se envolver com as atividades e problemas do dia a dia. No restante do tempo, ele poderá fazer uma análise mais próxima dos colaboradores, identificando situações que podem ser melhoradas na próxima etapa, que é o planejamento. 2. Planejamento O consultor fará um planejamento para resolver os problemas da empresa, mostrando ao gestor quais são as falhas e quais devem ser priorizadas. O objetivo é indicar as ações necessárias e otimizar os resultados da organização. Assim, é possível, por exemplo, verificar soluções para a valorização dos colaboradores, criando um plano de cargos e salários, avaliando potenciais e modificando o processo de seleção de executivos. 3. Execução Depois de indicar o que deve ser feito, espera-se que a empresa aplique as ações planejadas. No entanto, essa execução nem sempre ocorre conforme o planejado. Por isso, a consultoria poderá ajudar na implantação colocando a mão na massa junto com o cliente e analisando se as metas traçadas estão sendo cumpridas. Além disso, é possível aumentar a rentabilidade e a eficiência, controlando a produção de maneira mais efetiva. Assim, a consultoria pode trabalhar com as seguintes vertentes: gestão organizacional, controladoria estratégica, excelência operacional e consultoria em RH. 4. Comemoração e replanejamento O alcance das metas e dos objetivos traçados deve ser comemorado, mas é importante definir novos objetivos para evitar que os problemas reapareçam. Portanto, o replanejamento também é uma ação necessária nesse momento para sempre ter em foco a evolução. Por que adotar a consultoria? Aprimorar a gestão deve ser um ato contínuo, porque gerir envolve planejamento, controle, adaptação, suporte e outras atividades voltadas para o alcance dos objetivos e das metas estabelecidas. Mas como a gestão deve ser realizada? É necessário dividi-la conforme os diversos setores da empresa e avaliar as necessidades de cada departamento. Por exemplo: pensando nos problemas do departamento de logística, como os colaboradores podem ser mais produtivos? Eles estão motivados? Como motivá-los? Como está a comunicação dessa área com as demais? Considerando essas questões, a consultoria pode ajudar no processo e melhorar a gestão do negócio. Por isso, não existe um momento mais adequado para a contratação de uma consultoria, já que ela também pode ajudar a empresa a sair da zona de conforto, além de priorizar o que é necessário. Além disso, a consultoria pode ser uma boa opção quando a empresa tem a disposição de mudar. Assim, o consultor pode trabalhar em conjunto com a organização e acelerar os resultados. Está na hora de contratar uma consultoria? Como você viu, não existe melhor momento para contratar uma consultoria. Mas sua necessidade se torna urgente caso estejam ocorrendo problemas visíveis, que acabam afetando os resultados da empresa. Com a consultoria, a gestão pode apresentar melhores resultados. Contudo, quais são os indicadores de que a consultoria é necessária? Veja alguns a seguir. Os colaboradores estão apresentando baixo desempenho produtivo; A estrutura gerencial da empresa não segue as determinações do mercado; A gestão não tem total controle das informações e atividades; A empresa tem o objetivo de crescer mais, mas, muitas vezes, não consegue; As finanças da empresa estão no vermelho ou a gestão não tem noção completa da situação financeira do negócio. Como escolher um consultor? Existem diversos tipos de consultoria, algumas focadas na gestão, outras apenas nas finanças. O ideal é contratar um consultor ou uma empresa especializada naquilo que o seu negócio precisa. Dessa forma, é possível obter os melhores benefícios. De maneira geral, é preciso considerar os seguintes fatores na hora de contratar um consultor. Cliente em primeiro lugar O consultor deve priorizar as necessidades dos clientes, colocando seus interesses em primeiro lugar. Por isso, mesmo que uma informação seja desagradável, é de responsabilidade do consultor informá-la, caso seja benéfico para o cliente. Experiência É importante que o profissional de consultoria tenha experiência para enfrentar os desafios que a empresa apresenta. De nada adianta contratar um consultor que não saiba o que fazer. Portanto, certifique-se de que ele tenha experiência. Perfil de resolução de problemas O consultor deve ter esse perfil para conseguir solucionar os desafios que a empresa enfrenta e saber aproveitar as oportunidades que aparecem. Além
Planejamento estratégico: como elaborar um para a sua empresa?

Um empreendedor que deseja crescer e se estabelecer em seu mercado de atuação precisa elaborar um planejamento estratégico de qualidade, que nada mais é do que um processo gerencial e de gestão, que busca a formulação de objetivos e metas para a seleção de programas de ação e sua maneira de execução. Para ser considerado relevante, o planejamento estratégico tem que levar em consideração as condições internas e externas à empresa, e o que se pretende alcançar em curto, médio e longo prazos. Devido à sua importância crucial para o sucesso de uma empresa, no post de hoje daremos dicas valiosas de como elaborar um planejamento estratégico para o seu negócio. Continue a leitura e confira! Qual a importância de elaborar um bom planejamento estratégico? Realizar um planejamento estratégico, na prática, é fazer uma profunda análise das oportunidades oferecidas pelo mercado e compatibilizá-las às condições internas da empresa, sempre visando aos objetivos futuros. Leia também: o que é governança corporativa e qual é a sua importância? Esse planejamento estratégico é um instrumento de gestão extremamente poderoso quando se objetiva definir uma direção para a empresa, fazendo com que os gestores possam tomar decisões mais alinhadas aos propósitos da organização, fortalecendo ideias e intenções de maneira flexível e ajustada à realidade e às tendências de mercado. Tudo isso deve necessariamente estar alinhado com a missão e os valores da organização. Tenha sempre em mente que um bom planejamento estratégico deve responder, de maneira eficiente, às seguintes perguntas: – Em que estágio a empresa está? – Qual é o seu objetivo? – Como alcançá-lo? Quando feito com dedicação e qualidade, o planejamento estratégico se torna o “mapa” para a conquista dos objetivos da empresa, permitindo o abandono de estratégias equivocadas e que não dão resultados, a elaboração de novos rumos e ações, e o aproveitamento de grandes oportunidades. O resultado? Uma empresa mais lucrativa e sustentável em longo prazo. Como elaborar um planejamento estratégico eficiente? Para que o planejamento estratégico cumpra o seu objetivo e traga resultados positivos para a empresa, é importante seguir alguns passos em sua elaboração. Listamos abaixo os principais: Realize uma profunda pesquisa interna e externa Antes de saber onde se quer chegar é necessário saber qual é o ponto de partida, não é mesmo? Por isso, realizar uma análise detalhada do ambiente interno e externo é essencial. Quais são os pontos fortes e de destaque da empresa? E os fracos? O que pode gerar potencial competitivo? Quais são as limitações a serem corrigidas? Durante essa análise interna é necessário levar em consideração todos os aspectos da corporação, sendo eles técnicos, processuais, financeiros, de infraestrutura, recursos humanos, etc. Além do ambiente interno, é essencial realizar uma pesquisa de mercado aprofundada e entender as ameaças e oportunidades que ele proporciona. Aqui, deve-se reconhecer e considerar a influência da concorrência, bem como de fatores econômicos, políticos, tributários e de mercado. Estabeleça uma missão A missão de uma empresa é definida como o detalhamento de sua razão de ser. O que a empresa produz? Por que? Quem deseja contemplar com seus serviços e produtos? Onde deseja chegar no futuro? Se a sua empresa não possui uma missão bem definida, o planejamento estratégico não tem como ser eficiente. Defina os objetivos Com as pesquisas interna e externa realizadas, bem como o estabelecimento da missão da organização, chega a hora de examinar essas questões em conjunto e definir as metas futuras para a empresa. Do ponto onde estamos, aonde queremos chegar? Mas atenção: esses objetivos têm de ser realizáveis e quantificáveis ao longo do tempo. Somente assim é possível gerar a motivação e a assertividade necessárias para alcançá-los. Esquematize as estratégias e os planos de ação Agora que já está claro quais são os objetivos que a empresa deseja alcançar, chega o momento de definir como isso será feito. As estratégias e planos de ação podem ser definidos como o detalhamento do caminho a ser percorrido para que seja possível o alcance dos objetivos traçados. Aqui, é necessário detalhar quais metodologias e ideias serão aplicadas, por quem, e em qual prazo. É essencial que as estratégias sejam bem delineadas e objetivas, com cada um sabendo exatamente qual o seu papel para o alcance dos objetivos. Acompanhe o processo através de métricas eficientes e esclarecedoras O planejamento estratégico não acaba no momento em que os planos de ação começam a ser postos em prática. É necessário definir de antemão como os resultados das estratégias serão analisados e medidos. Só assim é possível saber o que está dando certo e o que necessita de reformulações e replanejamentos. Como analisar e revisar o planejamento estratégico? Um planejamento estratégico, para ser considerado eficiente, tem que ser flexível e passível de alterações e reformulações ao longo do tempo. Dica de leitura: controladoria e gestão empresarial, qual é a relação? Através da coleta de dados e análise de indicadores e métricas, os gestores têm que ser capazes de visualizar quando algo não está saindo conforme o planejado. Revisar permanentemente os cenários, evitando qualquer descompasso entre os objetivos e planos de ação propostos é uma tarefa crucial para garantir o sucesso. Agora é a sua vez! Qual a sua opinião sobre planejamento estratégico? Como é a experiência da sua empresa em relação a esse assunto? Compartilhe a sua expertise nessa área com outros gestores aqui nos comentários e enriqueça a discussão sobre esse assunto!
Entenda o conceito e a importância da Governança Corporativa!

Se você atua na gestão de uma empresa, está no meio de um equilíbrio muito delicado — precisa tomar decisões e executar ações que vão beneficiar a empresa e, ao mesmo tempo, manter os acionistas satisfeitos e confiantes nos resultados. Para garantir que esse equilíbrio se mantenha, empregamos práticas de boa Governança Corporativa. Neste post, você vai entender melhor o que é Governança Corporativa e como ela pode ser implementada na sua empresa. O que é a Governança Corporativa? As discussões sobre Governança Corporativa se desenvolveram no século XX. Conforme as empresas se expandiram e as fronteiras desapareceram, uma série de novas questões surgiram. Essas questões envolviam a separação dos conceitos de “propriedade” e de “administração”, pois o “dono” da empresa não é mais, necessariamente, o responsável pela gestão no dia a dia. A dispersão da propriedade também criou dúvidas, pois agora há muitos “donos” — sócios, investidores ou acionistas — e nem todos possuem a mesma participação. Finalmente, outra questão que se tornou pertinente foi a criação de sistemas que permitissem conciliar os vários interesses divergentes de acionistas, gestores, funcionários, clientes, parceiros… Assim, a Governança Corporativa surge como uma resposta a essas questões. Trata-se de um conjunto de regras, políticas ou práticas estabelecidas para dar mais transparência à comunicação entre todas as partes interessadas da empresa. Perceba que, na maioria das vezes, a ênfase na Governança Corporativa é a relação entre acionistas e gestores. Com um contato bem estruturado entre estes dois lados, os acionistas podem monitorar as ações dos gestores sem, no entanto, interferir desnecessariamente na sua autonomia. Dessa forma, preservamos a confiança entre as partes e também a agilidade do trabalho de gestão. Quais são os seus benefícios? Por que você deveria usar seu precioso tempo para aprender mais sobre Governança Corporativa nas empresas e implementar essas práticas? Bem, existem quatro benefícios principais: Afeta positivamente o desempenho da empresa, pois as operações tendem a se tornar mais profissionais. Afinal, há mais pessoas envolvidas no planejamento (ocorre uma descentralização do poder); Permite que o gestor delegue ou compartilhe uma parte das suas atividades referentes à tomada de decisões. Assim, a pressão sobre esta figura é reduzida; Colabora para que a empresa se desenvolva de maneira sustentável e tenha maior longevidade; Facilita o acesso a fontes externas de financiamento, pois gera uma imagem de confiabilidade que estimula os investidores e credores a conceder capital. Além de trazer benefícios para a empresa, a boa Governança Corporativa também afasta alguns problemas de gestão: Evita que ocorram abusos de poder em diversos níveis, entre acionistas, gestores e terceiros; Previne erros estratégicos que podem ocorrer quando todo o poder de decisão está centralizado nos gestores; Afasta as fraudes de informação e intervém em situações nas quais há conflito de interesses. Quais são os níveis de Governança Corporativa? Como você já viu no item anterior, a Governança Corporativa está relacionada com a imagem de confiabilidade da empresa e com a captação de recursos financeiros. Então, já que falamos sobre esse assunto, vale a pena destacar uma iniciativa da Bovespa para ajudar os investidores. Todas as empresas que possuem capital aberto na Bovespa são classificadas em três níveis: Nível I, Nível II ou Novo Mercado. Por meio dessa classificação, o investidor pode identificar empresas com as melhores práticas de Governança Corporativa. As empresas que se enquadram no Nível I estão comprometidas com: O repasse de informações ao mercado; A dispersão acionária, fazendo ofertas públicas e mantendo ao menos 25% das ações em circulação; A divulgação de contratos, acordos de acionistas, programas de stock options e calendário anual de eventos da empresa. As empresas que se enquadram no Nível II estão comprometidas com: O estabelecimento de um mandato unificado, com duração de um ano, para o Conselho Administrativo; A divulgação de balanço anual, conforme normas internacionais de contabilidade; A extensão das condições garantidas aos acionistas controladores, também, para os acionistas ordinários, em caso de venda do controle da empresa; O oferecimento, aos acionistas preferenciais, do direito de voto em certos assuntos; O estabelecimento de uma oferta para a compra das ações que estiverem em circulação, em caso de fechamento de capital; A adesão à Câmara de Arbitragem, que deverá ser acionada em situações de conflito societário; A observância, também, de todos os critérios do Nível I. As empresas que se enquadram no Novo Mercado estão comprometidas com: A emissão somente de ações ordinárias; A formação de Conselho Administrativo com cinco membros ou mais; A divulgação do fluxo de caixa da empresa; A divulgação de informações sobre negociações realizadas pelos acionistas controladores e pelos gestores da empresa que envolvam ativos e derivativos; A observância, também, de todos os critérios dos Níveis I e II. Assim, os investidores da bolsa podem escolher onde colocar seu capital com segurança. Empresas classificadas como Novo Mercado possuem melhores chances de captação de capital. Quais são os modelos existentes? Embora o objetivo da Governança Corporativa seja bem definido, existem diversas formas de atingir este objetivo. Portanto, também existem diversos modelos de Governança Corporativa. Em geral, eles estão associados a regiões geográficas — isso significa que, em cada país, um determinado modelo será mais predominante. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, uma ONG voltada ao desenvolvimento das melhores práticas de governança, elencou dois principais modelos que podem ser encontrados no mundo todo. Eles são: Outsider System e Insider System. O Outsider System (também conhecido como “Shareholder”) é mais comum nos EUA e Inglaterra. Neste sistema, há muitos acionistas, que ficam mais dispersos e longe das operações diárias da empresa. O foco principal das ações de Governança, neste sistema, é aumentar o valor da ações, para garantir o maior retorno possível aos acionistas. O Insider System (também conhecido como “Stakeholder”) é mais comum no Japão e na Europa. Neste sistema, há alguns acionistas de grande peso, que ficam mais próximos das operações diárias da empresa. Neste sistema, as ações de Governança não focam somente no retorno aos acionistas, mas também em questões como responsabilidade social e o relacionamento com outros interessados (além dos acionistas), como parceiros, clientes, fornecedores e